ROTEIRO DAS LUZES

Tijolos, cimento e argamassa ninguém esquece. Já fios, conduites, caixas de luz e outros apetrechos para a instalação elétrica acabam sobrando para a última hora. Sem um projeto que oriente tanto a compra dos materiais como os trajetos da fiação, o trabalho acaba sendo refeito várias vezes. Para que essa etapa da obra não cause um curto-circuito no seu orçamento, desate os nós da iluminação.

Quem quer construir com economia, deve fazer a coisa certa. Por mais óbvio que pareça, o conselho dos especialistas é evitar repetir o mesmo serviço, uma das causas mais comuns de estouro no orçamento. No caso das instalações elétricas, a quebradeira é quase rotina - o pedreiro faz a concretagem das lajes e, surpresa!, esquece de passar os conduites. Então, é preciso quebrar tudo e recomeçar. Isso significa um choque no cronograma e no bolso do cliente. Quando a equipe se aventura a seguir o trajeto dos conduítes sem a supervisão de um eletricista, pode errar o caminho e na hora de instalar a geladeira... nova surpresa: cadê a tomada? Foi parar lá longe, em local impossível de acomodar nem sequer um fogareiro. No anseio de gastar pouco, abre-se mão de um projeto específico e, pior ainda, contrata-se mão-de-obra desqualificada, incapaz até de ler as indicações do especialista. Com a locação dos pontos de tomadas, interruptores, aparelhos elétricos e iluminação, fica mais fácil definir a quantidade de materiais necessários para instalação, gerando grande economia em fiações, disjuntores, eletrodutos, quadros, barramentos e alimentadores gerais.
Economia inteligente se resume a evitar desperdícios: "Com um bom projeto e um eletricista qualificado, gasta-se menos, mantendo materiais de qualidade que representam beleza, conforto e principalmente segurança nas instalações elétricas". O engenheiro Isac Renhold, da Philips, explica que o projeto também leva ao correto dimensionamento da iluminação para cada espaço, o que representa menos gastos na instalação, evita mudanças posteriores e gera economia de energia para o usuário.
"No passado, usava-se um único ponto de luz central em todos os ambientes. Hoje, cada cômodo tem várias funções e, por isso, necessita de tipos específicos de iluminação", afirma.
Outra questão fundamental quando se fala em economia é a interação entre os profissionais envolvidos numa construção ou reforma (arquiteto, engenheiro civil, engenheiro elétrico e hidráulico e empreiteiro, entre outros). O trabalho bem sintonizado de todas as áreas evita remendos.
Todas essas providências só têm efeito se os trabalhos forem acompanhados por um eletricista presente nos momentos exatos. Um deles é o período que antecede à concretagem dos primeiros pilares e lajes, quando ele deve orientar a passagem dos conduítes.

Primeiro passo: faça uma lista dos equipamentos elétricos que serão usados em cada ambiente
Segundo passo: invista num projeto, sua garantia contra desperdício de tempo, material e mão-de-obra
Terceiro passo: monte um cronograma para criar sintonia entre arquiteto, engenheiro e eletricista
Quarto passo: mantenha o eletricista por perto supervisionando várias fases da instalação

TODOS OS INGREDIENTES QUE UM PROJETO ESPERTO DEVE INCLUIR:

ERROU, GASTOU!

LÂMPADAS ECONÔMICAS:

Fonte: Revista Arquitetura e Construção - Outubro/97
Para ler esta reportagem na íntegra procure a fonte citada em bancas ou bibliotecas de sua cidade.