SEU COMÉRCIO ESTÁ DOENTE?

O VAREJO TAMBÉM CONVALESCE?

Assim como o corpo humano, um estabelecimento comercial pode apresentar sintomas de cansaço, de desânimo e até de patologias. Alguns sinais podem ajudá-Io a reverter a situação no seu estabelecimento:

Quando adoecemos, parece que tudo fica desorganizado.
Basta uma sensação de mal estar, um alimento mal digerido, uma chuva fora de hora, um suco gelado... E pronto: o corpo dá o sinal. O sistema respiratório congestiona, a cabeça parece girar e até o intestino desregula. É o caos. Para que tudo volte a funcionar normalmente, é preciso diagnosticar o problema e proceder com um tratamento à base de medicamentos, repouso, hábitos saudáveis. Se o corpo não reclamasse, perceberíamos esses sinais? Por sorte, ele soa o alarme quando está em seu limite.

Em paralelo ao corpo, estão os negócios, que diante de um grande desgaste também apresentam sintomas. É no dia-a-dia que os indícios aparecem. Quer exemplos? Seus clientes ainda são os mesmos? Onde estão? E aquele tumulto em frente ao velho balcão, causado pelo movimento da clientela? Ainda ocorre? Pois é, os clientes se foram, mas o piso desgastado e o velho balcão permaneceram. Será que a sua farmácia não está "doente", apresentando sintomas de desorganização? Pense em quanto tempo você não atualiza a sua fachada. Aquele vaso de planta artificial empoeirado, a velha balança na porta, o letreiro queimado, os móveis antigos e os pisos gastos... são alguns indicadores da deficiência do comércio, que resultam em fuga de consumidores e, conseqüentemente, na queda de faturamento.

Segundo o arquiteto Alexandre Barbosa Camara (www.projetistas.com.br) da capital paulista, a preocupação com o cuidado do estabelecimento é fundamental; ganha-se em confiança do cliente, sobretudo em um estabelecimento de saúde, que pressupõe higiene e organização.
A fachada, cartão de visitas da drogaria, precisa estar sempre limpa, assegurando fácil identificação do nome da loja, assim como o ramo de atividade. Ela é a responsável por transformar um pedestre ou um motorista em um cliente em potencial, ampliando as chances de entrarem na loja por se sentirem atraídos.

Os detalhes arquitetônicos do prédio, bem como a região onde está inserido, fazem a diferença na elaboração de um projeto. Outro cuidado fundamental está na iluminação, que deve ser planejada de forma a criar conforto visual, bem como a sensação de segurança para a clientela. Aliás, a luminosidade deve ser geral, no interior da farmácia, com alguns pontos direcionados, destacando produtos específicos ou elementos da arquitetura. O letreiro também precisa ser bem iluminado e de fácil manutenção, pois uma lâmpada queimada prejudica o conjunto e demonstra sinal de abandono. O piso não deve apresentar desgaste nem aspecto de sujeira. Mobiliários novos transmitem modernidade e reciclagem.

Quanto à disposição de medicamentos e correlatos, deverá ser feita de modo a assegurar a liberdade do cliente na escolha, sem que ele necessite da ajuda de funcionários para a aquisição dos produtos. Os medicamentos adquiridos por meio de receituários médicos devem estar em locais seguros, onde somente quem trabalha na farmácia tenha acesso.
E lembre-se: o planejamento arquitetônico está para a sua loja assim como o receituário está para os pacientes. Ambos mostram pontos necessários para um tratamento que revigore a sua saúde ou da farmácia, colocando-a no lugar de destaque que merece, atraindo assim novos consumidores, aumentando os lucros e a auto-estima dos funcionários, que retribuirão com empenho e trabalho.

Fonte: Revista Guia da Farmácia - Dezembro/05